últimas notícias das eleições...


•Vanessa Portugal perdeu 40 segundos do tempo de sua propaganda de amanhã por ter atentado contra a honra e a moral do Márcio Lacerda, de acordo com o juiz Marcos Padula.

•O Juiz Marcos Padula também julgou um processo da Jô Moraes. Ele considerou improcedente o questionamento feito pela candidata acusando a aliança PT-PSDB de não respeitar o princípio da fidelidade partidária. O juiz ressaltou que "não consta que tenha ocorrido coligação entre o partido do representado e o partido do governador. Portanto, não houve infringência do representado [...], não havendo que se falar em desrespeito à fidelidade partidária."

O Ministério Público Federal propôs uma ação contra o Aécio Neves, Fernando Pimentel e Márcio Lacerda por abuso de poder, de autoridade e de poder econômico. A MPE pediu a suspensão imediata da propaganda eleitoral de Lacerda por meio de uma liminar. A Justiça eleitoral não acolheu o pedido e deu um prazo para que os políticos se defendam.

A Victor

Víctor Lidio Jara Martínez (Chillán, 28 de setembro de 1932 — 16 de setembro de 1973) foi um músico, compositor, cantor e diretor de teatro chileno.

Nascido numa familia de camponeses, tornou-se referência internacional da canção revolucionária. Foi assassinado barbaramente em 16 de setembro de 1973, em Santiago, capital do Chile, nos primeiros dias de repressão que se seguiram ao golpe de estado de Augusto Pinochet contra o governo do presidente Salvador Allende, ocorrido em 11 de setembro daquele ano.

Lecionava Jornalismo na Universidade do Chile, e participava de reuniões com os professores da Universidade (maioria comunista) e participava assiduamente com o partido da Unidade Popular em protestos e shows beneficentes.

O golpe de estado do general Augusto Pinochet contra o presidente legítimo, Salvador Allende, a 11 de Setembro desse ano, surpreende-o na universidade. É detido junto a outros alunos e professores, conduzido ao Estádio Chile (não confundir com Estádio Nacional de Chile), convertido em campo de concentração, e mantido lá durante vários dias. Há alguma controvérsia sobre as torturas que terá sofrido durante esses dias, antes do seu assassinato a tiros, no dia 16 de Setembro. O certo é que lhe foram cortadas as mãos como parte do "castigo" dos militares ao labor artístico e de conscientização social de Víctor Jara naqueles anos de insubornável compromisso com os sectores mais desfavorecidos do povo chileno, como militante do Partido Comunista. De facto, no momento do seu assassinato era membro do Comité Central das Juventudes Comunistas do Chile.

Nos dias de cativeiro prévios à execução extra-judicial de que foi vítima, escreveu um poema que pôde ser conservado Somos cinco mil

Somos cinco mil / Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad. / nesta pequena parte da cidade.
Somos cinco mil / Somos cinco mil
¿Cuántos seremos en total / Quantos seremos ao todo
en las ciudades y en todo el país? / nas cidades e em todo o país?
Solo aquí / Só aqui
diez mil manos siembran / dez mil mãos semeiam
y hacen andar las fabricas. / e fazem as fábricas andar
¡Cuánta humanidad / Quanta humanidade
con hambre, frío, pánico, dolor, / com fome, frio, pânico, dor,
presión moral, terror y locura! / pressão moral, terror e loucura!

... (continua)

Dois discos gravados por Víctor Jara pouco antes de morrer não foram editados.

Só em 1990 é que a chamada Comissão da Verdade e a Reconciliação determinou que Víctor Jara tinha sido assassinado a tiros no dia 16 de Setembro de 1973 no Estádio Chile, e lançado depois a uns matagais perto da Estrada Sul. Depois, foi levado à câmara mortuária e identificado mais tarde pela mulher. Os seus restos descansam no Cemitério Geral de Santiago do Chile.
Túmulo de Víctor Jara, no Cemitério Geral de Santiago de Chile. Uma legenda diz "Até a vitória..."
Túmulo de Víctor Jara, no Cemitério Geral de Santiago de Chile. Uma legenda diz "Até a vitória..."

Como homenagem, 30 anos depois do Golpe Militar, em Setembro de 2003, o Estadio Chile foi rebatizado com o nome de Víctor Jara.

Fonte: Wikipedia

Pelo seu aniversário de nascimento, uma homenagem ao mártir da esquerda latino-americana.

Eleições 2008 - BH


Pesquisa Ibope publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo" mostra Márcio Lacerda (PSB) na liderança da disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, com 45% das intenções de voto. Lacerda é apoiado pelo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT).

Em segundo está Leonardo Quintão (PMDB), com 20% das intenções de voto --ele tinha 11% no levantamento anterior. Com esse desempenho, Quintão superou Jô Moraes (PC do B), que tem 13%.

Sérgio Miranda (PDT) tem 3% das intenções de voto. Gustavo Valadares (DEM), Jorge Periquito (PRTB) e Vanessa Portugal (PSTU) aparecem com 1% cada. André (PT do B) e Pepê (PCO) não atingiram 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 com 1.106 moradores de Belo Horizonte. Foi registrada sob o número 38 - Protocolo nº 69.705/2008 na 26ª Zona Eleitoral.(Folha)


E os candidatos da oposição estão tentando...

São ataques como: "Reage BH, acabou o tempo dos coronéis e do voto de cabresto", dito pelo candidato do PDT, Sérgio Miranda. "Eu não tenho padrinho para falar por mim", repete Leonardo Quintão (PMDB) em sua propaganda.
"Aécio e Pimentel não são candidatos."


A deputada federal Jô Moraes diz: "Eu represento o outro lado dessas eleições, o lado do povo que não aceita arranjos pessoais e políticos para eleger um desconhecido". "Estamos em uma situação estranha de terceirização do voto.

Estamos em um momento em que duas lideranças, ao estilo da velha República, decidem indicar, escolher o candidato". "Querem roubar do cidadão de Belo Horizonte o direito de votar". (Jô Moraes)


Jô o questionou sobre pendências judiciais da extinta empresa dele, e Lacerda reagiu. "Ela me colocou uma enxurrada de acusações, baixou o nível aqui do debate", disse, chamando a rival de "leviana".
Jô respondeu. Disse que "perguntar não é baixar o nível" e que isso faz parte do debate. A candidata disse ainda que Lacerda não poderia "imaginar que vai ameaçar pisar no pescoço de alguém que possa fazer uma observação". Lacerda respondeu acusando aliados dos adversários de espalhar acusações apócrifas contra ele, motivo de ter dito na semana passada que pisaria no pescoço dessas pessoas. Mas hoje se desculpou pela frase. (Folha 1 e 2)

Vamos reagir BH! Não devemos aceitar esse candidato imposto de cima para baixo! Ainda há tempo para mudanças.

O Impensável Aconteceu

Reproduzo aqui um texto maravilhoso do Boaventura sobre a crise do império, que reforça a opinião cada vez mais evidente que a doutrina neoliberalismo sempre foi voltada apenas para o sul, e nunca para o norte. Grifos meus, ok?

***

O IMPENSÁVEL ACONTECEU


O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.

A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Foi com estas receitas que se "resolveram" as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas
sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.

Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão "soberana" de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.

Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).

Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.

Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.

Zamba del Che

Homenagem ao revolucionário Che Guevara. Música do Victor Jara.

Frase da semana

Eu não quero liberdade de imprensa para falar bem, quero liberdade pra falar a verdade. Quando as pessoas não falarem a verdade, o povo fará seu julgamento.
Lula

Política do Obama para a America Latina


Finalmente saiu o programa do candidato democrata Barack Obama para a América Latina. Muito se falava em tais propostas, uma vez que os votos dos latinos americanos serão fundamentais na escolha do presidente americano. Tal documento também trouxe muita euforia já que o governo Bush teve uma política muito ofensiva em relação a alguns países latinos. Ao mesmo tempo em que se mostrou conservador em alguns pontos, o democrata foi bem moderno em outros.


Ele falou sobre liberdade. Ao escrever o capítulo sobre o tema, defendeu uma política visando eliminar as incoerências do seu próprio país, para que, depois disso, possa cobrar compromissos com a liberdade em relação a outros países. Ele quer acabar com as torturas, prisões clandestinas no exterior e detenções indefinidas. Propôs o restabelecimento do Habeas Corpus e o fechamento de Guantánamo.


Obama mostrou suas duas faces em relação a Cuba e à Colômbia. Foi contrário a um acordo de livre comércio entre Washington e Bogotá, apesar de ter defendido o controverso Plano Colômbia. Sobre Havana, propôs a eliminação das restrições de viagens à ilha e a liberação de remessas monetárias, ao mesmo tempo em que utilizou a flexibilização no embargo econômico como uma arma política. Uma promessa interessante do candidato foi a de convidar o presidente venezuelano Hugo Chávez para uma reunião, a fim de resolver as divergências entre os países.


O democrata estabeleceu metas para a educação latina, prometendo colocar em prática os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU). Também citou a intenção de anular totalmente as dívidas que a Bolívia, Guiana, Haiti, Honduras, Paraguai, e Santa Lúcia possuem com o país.


Foram feitas propostas sobre parcerias energéticas. Elas irão promover novos mercados para as tecnologias verdes nos EUA. Obama se mostrou favorável ao comércio de carbono, mas não entrou na questão das indústrias limpas e nem na possibilidade de se mudar o padrão de consumo do país. Não foi falado sobre uma regulação internacional ambiental e tampouco sobre o papel fundamental das indústrias americanas na poluição mundial. O candidato fez uma reflexão bastante interessante sobre a utilização de bicombustíveis de forma a não prejudicar a produção de alimentos.


Um dos pontos mais importantes encontrados nas propostas sobre a America Latina é a imigração. Obama afirmou que vai encontrar uma forma de reconhecer a cidadania adquirida, enfrentando a burocracia existente. Ele é favorável à criação de empregos e desenvolvimento econômico nos países responsáveis pela grande imigração nos EUA, com o intuito de diminuir o fluxo populacional. Ele defende uma maior proteção aos trabalhadores imigrantes em detrimento a uma política segregacionista, que dificulta a emissão de cidadania americana.


Rererências: Diplomatic





A ponte sem rio

O Desenvolvimento


A ponte sem rio.

Altas fachadas de edifício sem nada atrás.

O jardineiro água a grama de plástico.

Escada rolante não conduz a parte alguma.

A autopista nos permite conhecer os lugares que a autopista devastou.

A tela do televisor nos mostra um televisor que contém outro televisor, dentro do qual há um televisor.


Eduardo Galeano

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 6)

Frase do Márcio Lacerda, publicada na revista Veja desta semana:

"O governador e o prefeito só me falaram da candidatura depois que meu nome estava na imprensa havia quinze dias".

...

***"Prefiro não comentar!" (Copélia, 2008.)

Quintão X Lacerda


A cada pesquisa que passa, a candidata Jô Moraes (PCdoB) está perdendo terreno para o Leonardo Quintão (PMDB). O candidato já possui 17% das intenções de voto e está a 24 pontos do primeiro colocado. É difícil especular a principal causa do crescimento do Quintão. O candidato afirmou à Folha Online que seu crescimento se deve à grande exposição do Pimentel e do Aécio Neves na candidatura do Lacerda, cansando um pouco o eleitor. Diferentemente do candidato do PSB, Quintão assumiu o comando do seu programa político, deixando de lado os apresentares e locutores.


Eu acredito que o Leonardo Quintão, por desafiar mais o candidato da situação, por não se mostrar tão omisso, está ganhando a simpatia do eleitor que rejeita a aliança. Jô Moraes, que começou as eleições como forte candidata à prefeitura, está se mostrando despreparada para uma briga direta pelo cargo. Como disse anteriormente, creio que, ao focar numa pseudo-aliança com o governo Federal e ao tentar desvincular a imagem do Márcio Lacerda ao do governador Aécio Neves, a candidata está perdendo espaço entre o eleitorado mais crítico.


Não quero, de maneira alguma, incentivar o eleitor a votar no Quintão. Eu não votaria nele, haja vista que não concordo com sua ideologia política. Ele é um grande aliado do governador Aécio Neves e está, ao atacar a campanha do Lacerda, apenas defendendo seus interesses políticos. Eu quero apenas mostrar como gostaria que a Jô Moraes agisse em relação a essa vergonhosa aliança. Infelizmente, não creio que a socialista vá mudar o foco de sua campanha.

O Lacerda também fez biquinho


Márcio Lacerda (na foto acima) está incomodado com o tema mensalão. A mensagens publicadas na internet estão deixando o mensalei...ops...político irritado.

Em entrevista ao jornal "Hoje em Dia", ao explicar que foi inocentado pela Polícia Federal, Lacerda criticou a imprensa por "acusar, julgar e condenar" e depois "não divulgar" quando alguém é inocentado.


Lacerda prometeu processar quem espalha "acusações malucas" na internet e disse que iria além contra os que espalham "cartazes apócrifos" contra ele. (folha)


O "Pedreira na vidraça" que se cuide. Se o filhote do Aécio com o Pimentel for um bom discípulo, veremos nosso humilde blog fechar as portas nos próximos dias.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 5)

O caldo está ficando cada vez mais grosso. Agora, temos mais gente do nosso lado. Acabo de receber mais um link de contestação à figura do digníssimo elemento. Segue abaixo:



Em tempo: divulgando mais um mail que recebi falando do gajo. "E se o Lacerda tem a TV, nós temos a internet!"


Entrevista desmascara o Lacerda que BH desconhece

A candidatura do empresário Marcio Lacerda surgiu após um acerto entre o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Segundo informações que circulam nos bastidores da política mineira, Aécio teria prometido a Pimentel apoio político para a eleição ao governo mineiro em 2010 em troca de uma aliança conjunta entre PT e PSDB para a disputa da prefeitura de BH. Para viabilizar a aliança, precisavam de um candidato "neutro", que não fosse tucano nem petista. Assim, chegou-se ao nome de Lacerda, do PSB, então secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Aécio.

Mesmo com a suposta "neutralidade", a candidatura foi rechaçada por setores importantes do PT. Lideranças nacionais como os ministros Luiz Dulci e Patrus Ananias reprovaram a aliança e um grupo de petistas lançou um manifesto no qual afirmam que o acordo pessoal de Aécio e Pimentel, "joga com a história do PT, e favorece a curto, médio e longo prazo apenas os interesses da Direita".

Perfil desconhecido
O empresário era, até então, um desconhecido da população de Belo Horizonte. A maioria dos eleitores de BH só tomou conhecimento da existência da candidatura de Lacerda quando começou o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, onde Lacerda ocupa um verdadeiro latifúndio de tempo (11 minutos e 48 segundos). Mesmo assim, nos programas eleitorais, Lacerda é figura secundária, quem aparece mesmo são seus padrinhos políticos: Aécio Neves e Fernando Pimentel. E foi graças a esse compadrio que o nome de Lacerda foi alçado ao primeiro lugar das pesquisas de intenção de voto.

Avesso à participação em debates (ele até o momento não participou de nenhum dos onze debates promovidos na cidade), Lacerda tem exposto suas idéias unicamente nos programas eleitorais de rádio e TV e nas poucas entrevistas que concede à imprensa local.

A última delas, dada ao jornal '"Hoje em Dia" e publicada neste domingo (21) contribui para revelar traços preocupantes do perfil do empresário, sobre quem a cidade ainda sabe pouco.

"Pisar no pescoço"
A entrevista é reveladora já a partir do título, que destaca uma frase de Lacerda na qual ele afirma: "Não vou perder por falta de dinheiro". A afirmação se explica pelo fato de Lacerda ser o mais rico dos candidatos a disputar a prefeitura de uma capital, com um patrimônio declarado de R$ 55 milhões. Mas não foi esta a declaração que realmente revela o caráter do candidato. Em vários pontos da entrevista, Lacerda mostra-se apegado a idéias conservadoras e revela um temperamento pouco equilibrado para quem pretende administrar uma capital-metrópole como Belo Horizonte.

Perguntado sobre as críticas que vem recebendo na campanha, Lacerda foi agressivo na resposta e disse que "queria encontrar um cara que espalha calúnia para pisar no pescoço dele assim, em flagrante." Em outro trecho da entrevista, Lacerda avisa que as pessoas que estão o criticando pela internet vão responder por calúnia e difamação. "Vou até o fim da minha vida fazendo essa pessoa me pagar 200 salários-mínimos de indenização", ameaçou o empresário.

Lacerda também revelou desprezo pelo debate de idéias. Questionado sobre sua ausência nos debates realizados em universidades e escolas, ele disse que nesse tipo de debate "você não ganha nenhum voto e corre o risco, em função de algum tumulto criado, de alguma agressão de claques, você vir a perder votos".

Eugenia
Mas a afirmação mais polêmica é sem dúvida a que relaciona criminalidade com a origem genética dos criminosos. "Crime é como uma carreira. Muita gente vai para o crime para consumir. Agora, tem gente aí nesse bolo que é irrecuperável, seja por genética ou por trauma, alguns vão passar o resto da vida neste caminho", disse Lacerda na entrevista. A declaração faz lembrar as idéias do movimento eugenista.

A eugenia está na base da concepção racista. Defende que há pessoas geneticamente melhores que outras e que as de "sangue ruim" já nascem com desvios de caráter, defeituosas e incapacitadas.

Fonte: Jornal '"Hoje em Dia" publicado domingo, 21 de setembro de 2008 - link aqui.

As eleições e o dinheiro.

Vivemos numa sociedade dita democrática, a qual, em tese, não existe desigualdades perante a lei. Pobres e ricos possuem os mesmos direitos. Direitos de votar, de possuir propriedade, de ir à escola, de ter moradia. Possuímos a defesa de nossa dignidade, honra, integridade física e etc. Nos é passado que a justiça é cega, ou seja, não tem olhos para a posição social em que a pessoa está inserida. Julga, de forma justa, cada caso, independente de quem está sendo julgado. Saindo desse conto de fadas e indo para o mundo real, vemos que quem detém os meios de produção está no comando. A política é feita para defender interesses de uma classe minoritária dominante. Quando se criam leis (como as trabalhistas, por exemplo) favoráveis à classe pobre, muitas das vezes, tais normas foram feitas com o intuito de acalmar uma parcela da população que é diariamente reprimida. Os capitalistas fazem concessões a fim de frearem a força revolucionária existente numa população que vive no limite.

Como não poderia ser diferente, as eleições de Belo Horizonte demonstram o poder do capital em nossa sociedade. O candidato Márcio Lacerda, que ironicamente é de um partido socialista, é o mais poderoso dos concorrentes ao cargo de prefeito de BH. Ele possui maciço apoio da elite belorizontina, além de possuir grande verba pessoal para gastar com sua campanha. Lacerda também possui apoio de dois expoentes da política do Estado, Aécio Neves (PSDB) e do Pimentel (PT). O que faz com que sua campanha seja alavancada ainda mais.


Uma pesquisa feita pelo Ibope e pela Datafolha mostra o poder do tempo na televisão (e, implicitamente, do dinheiro) numa campanha política. Confira:



Se repararem bem, verão que partidos como PT, PSDB, DEM, PMDB, PSB, são os que estão liderando essa lista. Tais partidos são os mais ricos do país e os que recebem mais investimento de empresários. Esse fato é uma das comprovações que nossas eleições são movidas pelo dinheiro e que nossa democracia não passa de uma ditadura do capital.

Enquanto isso, a Jô Moraes...


O candidato Márcio Lacerda (PSB) se mantém na liderança pela disputa da Prefeitura de Belo Horizonte, informa pesquisa Datafolha divulgada hoje pela Globo. Lacerda, que tem o apoio do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), aparece com 41% das intenções de voto.


Leonardo Quintão (PMDB) aparece em seguida, com 17% das intenções de voto. Com isso ficou tecnicamente empatado com Jô Moraes (PC do B), com 12%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.


Na comparação com a pesquisa anterior --realizada nos dias 4 e 5 de setembro--, Lacerda oscilou um ponto para baixo: ele tinha 42%. Quintão subiu cinco pontos --aparecia com 12% das preferências. E Jô oscilou negativamente um ponto --tinha 13%.


Sérgio Miranda (PDT) oscilou um ponto para baixo, de 4% para 3%. Gustavo Valadares (DEM) também, passando de 3% para 2%.


Os candidatos Vanessa Portugal (PSTU), André (PT do B) e Jorge Periquito (PRTB) têm 1% cada. Pepê (PCO) não atingiu 1%.


A pesquisa foi feita entre ontem e hoje e ouviu 861 eleitores. A pesquisa foi registrada no TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas sob número 67175/2008. (Folha)


Em constante queda nas pesquisas para a Prefeitura de Belo Horizonte, Jô Moraes, candidata do partido comunista, está levando mensagens do vice-presidente José de Alencar para a sua campanha na TV e no rádio, visando conseguir ir para o segundo turno nas eleições. Ela anda afirmando que a verdadeira união por BH é a sua aliança com o governo federal.


Outra medida feita pela Jô Moraes para barrar o crescimento de Lacerda nas pesquisas é dissociar a imagem do candidato ao do governador Aécio Neves. A coligação “BH é Você” já entrou com dois recurso especiais no TSE pedindo a proibição da participação do governador do Estado na propaganda eleitoral do candidato do PSB.


Por 5 votos a 1, a Corte do TRE de Minas Gerais decidiu na última sexta-feira manter o governador nos programas da propaganda eleitoral no rádio e TV de Lacerda. Essa foi a primeira decisão da Corte sobre o assunto. Até então só havia decisões, também favoráveis ao governador, da primeira instância.


O Ministério Público Eleitoral era contra a presença de Aécio nos programas, argumentando principalmente que, embora o PSDB não participe da eleição para prefeito (majoritária), participa da proporcional (vereador), sendo adversário do PT e do PSB. (Folha)


A campanha da Jô Moraes está se mostrando totalmente equivocada ao aplicar tais medidas. Como associar sua campanha ao governo Federal, se o próprio PT e o presidente Lula demostraram apoio ao candidato da situação? Não tem lógica trazer José de Alencar para as propagandas políticas, uma vez que a aliança dele com o Lula representou um divisor de águas na política petista. O PT passou a se afastar da esquerda quando firmou um acordo para lançar Alencar como vice-presidente. Porque insistir em retirar o governador do Estado da propaganda do Lacerda, já que tal situação representa uma vergonha nacional?

E viva a liberdade!

Estava pensando no que escrever neste blog sobre a crise financeira que abalou os mercados mundiais na última semana e me deparei com este comentário do Noam Chomsky:

"Os mercados têm ineficiências conhecidas e inerentes. Um fator é a falha para calcular os custos de quem não participa destas transações. Estas "externalidades" podem ser gigantes. Isso é particularmente verdade no caso de instituições financeiras. A tarefa deles é assumir riscos, calculando custos potenciais para si mesmos. Mas eles não levam em consideração as conseqüências das suas perdas para a economia como um todo.

Logo o mercado financeiro "subestima o risco" e é "sistematicamente ineficiente", como escreveram John Eatwell e Lance Taylor há uma década, alertando para os perigos extremos da liberalização financeira e revendo os custos substanciais que estão implicados - e também propondo soluções, que foram ignoradas.

A intervenção sem precedentes do Federal Reserve (o banco central americano) pode ser justificável ou não em termos estreitos, mas revela, mais uma vez, o caráter profundamente antidemocrático das instituições capitalistas, feitas em grande medida para socializar o custo e o risco e privatizar os lucros, sem uma voz pública.

Isso não é, é claro, limitado ao mercado financeiro. A economia avançada como um todo se ampara pesadamente no dinâmico setor estatal, com a mesma conseqüência em relação ao risco, custo, lucro e decisões - características cruciais dos sistemas político e econômico."

Eu assino embaixo. A atual crise se difere da maioria das outras grandes crises da história - como a depressão de 1929 e a alta do petróleo em 1973 - por ter suas origens exclusivamente no sistema financeiro e em nenhum outro fator externo, como guerras ou embargos. Além disso, ao contrário de outras turbulências do tipo - como a queda das bolsas asiáticas no final da década de 90 - essa aconteceu bem no seio do templo maior do capitalismo moderno: os Estados Unidos.


Essa é então uma das maiores provas reais de que a economia livre sem controle estatal pode ser muito mais instável e insegura do que se pensava. E se a economia americana continuar desregulada do jeito que é hoje, a situação vira uma bomba-relógio: é só questão de tempo pra próxima quebra. E o poder de fogo dessa bomba assusta: meia dúzia de americanos deixam de pagar a hipoteca por alguns meses e bolsas quebram ao redor do globo, da Armênia ao Zimbábue.


Agora o presidente americano acaba de levar ao congresso uma proposta de ajuda às instituições financeiras em crise de cerca de 700 bilhões de dólares. Somada com as ajudas anteriores, são mais de 1 trilhão de dólares que saírão do bolso dos contribuintes americanos para minimizar os danos causado pela inconsequência dos grandes banqueiros. E o que não deixa de ser irônico é que a solução para a crise no maior reduto neoliberal do mundo é exatamente a intervenção estatal; sem ela, o buraco seria muito mais embaixo.


É o Estado nacionalizando o patrimônio privado, mas ao invés de Bolívia, estamos falando de Estados Unidos, a terra da liberdade. Seria cômico, não fosse tão trágico.

"Chora, não vou ligar..."

Pimentel chora e diz que paga "alto custo" por aliança com Aécio

(Folha Online)

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), chorou após discurso em que disse estar pagando "alto custo político-pessoal" por sua aliança com o governador tucano Aécio Neves em torno da candidatura de Marcio Lacerda (PSB). Sem citar nomes, disse que alguns não compreenderam o sentido disso.

No discurso feito no lançamento do programa de governo de Lacerda, com cerca de 400 pessoas, ele criticou as pessoas de Brasília e São Paulo que resistiram à aliança.

Ao final, ele não quis dar mais explicações. Foi Aécio quem disse que Pimentel se referia a um "setor da direção nacional [do PT], um pouco mais míope, um pouco mais imediatista".

No discurso, Pimentel disse que Aécio também paga pela aliança, e lhe rendeu homenagem pela "ousadia de caminhar" com ele. O prefeito, que afirmou se orgulhar do PT, disse q
ue a aliança não foi feita "em nome de nenhum dos partidos" que a compõem, mas pela população.
"Foi por isso que caminhamos juntos e pagamos o preço que temos pago, vocês todos sabem", afirmou Pimentel.

Pimentel chorou após o discurso, o que levou Aécio a iniciar o seu dizendo que aquele era um "momento especial" da política e fez uma saudação à "legítima e verdadeira emoção do prefeito". Disse que sua "coragem" ficará registrada na história política de Minas.


Apenas um comentário:

"Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão!"
(
Beth Carvalho, Vou Festejar. Nada mais oportuno, né não?)

Quando a democracia vira um jogo - José Luiz Quadros de Magalhães

Em uma democracia representativa baseada em partidos políticos ideológicos, com programa definido e coerência, o que implica em fidelidade partidária, poderíamos desejar que o eleitor votasse não em nomes mas em propostas e em um grupo de pessoas integrantes dos partidos políticos capazes de aprovar estas propostas, transformá-las em leis (se no parlamento) e de implementá-las (se no executivo).


Coerentes com as propostas e o programa de seu partido, os seus membros filiados ocupando cargos ou funções no executivo e no legislativo, teriam suas atuações pautadas pela fidelidade às propostas e às diretrizes político-ideológicas de seu partido político. Sabemos entretanto da dificuldade contemporânea de se implementar políticas, principalmente na área econômica, que sejam dissonantes da vontade e dos interesses de quem efetivamente detêm o grande poder que é o poder econômico, nas mãos das grandes corporações capitalistas, o grande capital conservador, especialmente no setor financeiro. Portanto, a dificuldade maior para que o governo e os legisladores tenham coerência com suas propostas reside no leque político-ideológico de esquerda, uma vez que as políticas conservadoras do grande poder econômico encontram respaldo em boa parte da direita mais conservadora.


Do que dissemos acima decorre um primeiro problema que temos verificado nas democracias contemporâneas, especialmente na Europa, fenômeno que está chegando entre nós. A grande insatisfação com os governos tem levado a um desinteresse com a democracia representativa, com índices de abstenção cada vez maiores nas eleições. Este fenômeno pode ser conectado a dois aspectos interessantes: a) as políticas de direita se vinculam aos interesses do capital financeiro conservador que tem levado à exclusão, desemprego, desigualdade e logo à insegurança, criminalidade crescente e violência. Interessante que era justamente a direita que baseava as suas campanhas eleitorais em construção de políticas de segurança. Ou seja: gera violência com políticas econômicas excludentes e promete mais direito penal e mais polícia para oferecer segurança. Hoje, como não há praticamente mais políticas de esquerda moderada ou centro-esquerda, pois esta abandonou a busca de modelos econômicos alternativos (o que sempre foi sua característica essencial), a esquerda também assumiu o discurso policial repressor, ainda com algum pudor em algumas circunstancias; b) as políticas de esquerda têm cada vez menor espaço para a construção de modelos alternativos, especialmente porque diante das políticas econômicas globais neo-conservadoras (chamadas de neoliberais) ditadas pelo grande capital corporativo, a esquerda perde sua razão de ser, oferecendo no máximo algum tipo de assistencialismo com um discurso um pouco mais charmoso (por vezes), mas sem poder ou sem querer desafiar o grande poder econômico, modificando o modelo econômico, proposta histórica de todos os partidos de esquerda.


O pano de fundo ideológico que começou a ser construído a partir da década de 1970 foi da criação da ideologia do fim da história, pelo menos na área econômica, onde coloca-se o modelo econômico neo-conservador (chamado para efeito de marketing de neoliberal), como o grande modelo vitorioso, o único modelo possível, discurso este que veio ser fortalecido com o fim da União Soviética e simbolicamente com a queda do muro de Berlim.


A idéia que se constrói a partir de então, é de que a economia é uma ciência que mostra respostas técnicas exatas aos problemas diários de produção, consumo, emprego, desenvolvimento, inflação, tecnologia e bem-estar, e, sendo este discurso técnico-científico, quase matemático, não podem os políticos e os juristas se insurgirem contra ele. Ora, a grande conquista do século XX consistiu na construção do Estado de bem-estar social que surge como resposta a miséria e à crise gerada pelo liberalismo atacado pelo capital conservador. O Estado de bem-estar social, fundado na democracia representativa e na garantia de direitos sociais, individuais, políticos e econômicos, tinha (ou tem, pois embora em crise ainda existe, e em alguns casos até se fortalece) como principal característica a existência de uma Constituição que deve conter uma ordem econômica que se submete aos imperativos de justiça social e econômica. Logo, temos a economia (que é uma ciência social), se subordinando aos imperativos do Direito e da Política. Esta lógica do Estado Social decorre do pensamento de esquerda do século XIX e XX e que sustenta, com mudanças mais radicais, o pensamento socialista nos Estados Socialistas, no século XX, que buscam justamente um novo modelo econômico, capaz de eliminar as desigualdades socio-econômicas, levando justiça, emprego, saúde, educação e portanto bem-estar a todos.


Com a ascensão dos neo-conservadores ao poder (1980 com Reagan, Tatcher e Kohl como suas maiores expressões) afirma-se o discurso único econômico e transforma-se a economia, para o senso comum, em um ciência exata, por intermédio de maciça propaganda na grande mídia. Agora a economia é uma questão técnica e seus problemas devem ser resolvidos por técnicos e não por políticos ou juristas. Existe um modelo técnico infalível, que garante o sucesso (vejam os Estados Unidos e vejam o fim da União Soviética diziam repetidamente em nossas cabeças), e todos devem adotá-lo. O falso discurso batido em nossas cabeças durante mais de vinte anos diariamente nos diz que "não devemos permitir que os políticos e os juristas atrapalhem a construção de um modelo econômico de sucesso, pois este modelo trará riquezas, desenvolvimento, com acesso a toda a parafernália tecnológica, com carros que falam e celulares que tiram fotos e passam filmes, nos fazendo felizes".


No momento que aceitamos a mentira de que a economia não pode ser subordinada ao Direito e seus imperativos de justiça social e econômica, e logo à política, que produz o Direito na instância parlamentar, desautorizamos a democracia, que agora nada pode diante dos (pseudo) imperativos econômicos. Desautorizamos o Direito (que não deve regulamentar a economia) e a política (feita por não técnicos). Assistimos o comprometimento da democracia, quando governos eleitos se abstêm de modificar o modelo econômico, assistimos o comprometimento ou o suicídio da esquerda, que ao chegar ao poder mantém os mesmos modelos econômicos conservadores excludentes. Ora se a esquerda não mais representa uma alternativa econômica no poder, não há mais esquerda, mas sim um grupo de homens que se dizem bons e bem intencionados, geralmente honestos e sensíveis, que infelizmente não podem fazer nada para mudar o perverso quadro que nos cerca, decorrente de um modelo econômico não menos perverso, mas complexo e poderoso. Enfim assistimos também ao comprometimento do Estado de Direito, quando os Juízes e Tribunais não aplicam a lei e a Constituição pois estas podem comprometer a estabilidade econômica.


Esta séria situação pode ser retratada por dois episódios recentes ocorridos na Itália e na França. Na Itália, após a primeira experiência de dois anos de um governo neo-fascista de Berlusconi, os italianos escolheram uma aliança de centro-esquerda para governá-los. Esperavam mudanças, principalmente no modelo econômico excludente. Veio o governo Prodi que nada mudou substancialmente, seguido do governo Massimo Dalema, este com grande alarde da imprensa mundial, pois tratava-se de um ex-comunista no poder. Entretanto, novamente não ocorreram mudanças econômicas. O desencanto com a política fez com que o eleitorado de centro-esquerda em boa parte se abstivesse nas eleições seguintes, o que permitiu o retorno do projeto neo-fascista, autoritário e corrupto com Berlusconi. Na França um fenômeno semelhante. Depois de um governo de direita conservador, que começou a privatizar empresas, permitindo a concentração de riquezas e a eliminação de postos de trabalhos (Jupé e Chirac), os franceses escolhem uma maioria de esquerda para governá-los, maioria parlamentar esta que impõe ao Presidente conservador (Chirac) a escolha de um primeiro ministro socialista, com apoio do parlamento (Jospin). Com Jospin e os socialistas no poder, entretanto, não houve grandes mudanças, sendo que o modelo econômico de privatização pouco mudou. Mudou o ritmo, mudou o discurso (em parte, pois Jospin fez por vezes um discurso de direito penal e de polícia típico da direita), mas a política econômica substancialmente continuou a mesma. Findo quatro anos como primeiro ministro Jospin se candidata a Presidente da República e sequer consegue ir para o segundo turno, perdendo para o fascista Le Pen e para Chirac, que se candidatou para a reeleição. O que aconteceu foi que o eleitorado de centro-esquerda, mais politizado se recusou a votar, desencantado com a ausência de uma política de esquerda na área econômica, cedendo espaço para a direita, e como em todo o momento de crise, para os fascistas que apelam para um discurso emocional fácil, fundado no carisma pessoal de um líder e em apelos racistas simplificadores como explicação dos problemas.


Este é o quadro de uma democracia representativa em crise em boa parte do mundo. Quadro este perigoso pois leva ao descredito a política, e logo a democracia, e o Direito, e logo o Estado de Direito e tudo o que isto representa: a Constituição como limitadora do poder e dos Direitos Humanos como garantia de dignidade. O nó da questão consiste na transformação da economia em um espaço para técnicos, onde a política e o Direito não entram. É fundamental desconstruir esta ideologia para que visualizemos os problemas concretos: a) o antagonismo vertical entre capitalismo conservador e a possibilidade de dignidade e inclusão; b) o antagonismo vertical entre fundamentalismo religioso cristão conservador que sustenta ideologicamente o projeto econômico conservador e a tolerância, a diversidade horizontal e a democracia; c) finalmente visualizar com clareza a manipulação ideológica das massas pelo meios de comunicação em mãos do capital conservador ou a serviço deste.


O que resta de uma democracia representativa em crise são espetáculos patéticos como o que se vê no episódio do salário mínimo no Brasil: um governo de um partido historicamente de esquerda, adota políticas de direita (especialmente na economia), e negando toda a coerência com o passado, talvez percebendo que o governo de direita que o antecedeu estivesse "tecnicamente correto" propõe um aumento de salário mínimo excessivamente modesto, mas "tecnicamente" adequado.


Era de se supor que a direita, que sempre promoveu aumentos modestos, mas "tecnicamente corretos" segundo seu modelo, apoiasse esta política "responsável"(ser responsável hoje é ser de direita!?) do governo de esquerda com políticas de direita (aliás a direita para ser coerente tinha que apoiar o governo em quase tudo). Entretanto, para "espanto" de muitos, a direita faz oposição a sua própria política, defendendo um salário mínimo maior, "mais justo", mesmo que tecnicamente irresponsável. Irresponsáveis são todos. O governo por não ser o que dizia ser e a direita por não ser o que é. O governo é irresponsável no momento que não é o que prometeu ser, comprometendo a democracia e o Estado de Direito, adotando o discurso conservador de políticas responsáveis, porque tecnicamente adequadas, e a direita é irresponsável por brincar de ser oposição não apoiando o que sempre defendeu mostrando que nunca acreditou no que fez e nem no que faz. O mais patético foi a comemoração mostrada pela imprensa. Comemoraram o novo salário mínimo, que mesmo sendo de R$275,00 continua ridículo, como se comemora um gol na copa do mundo. De volta ao poder a direita vai fazer o que sempre fez, e o salário para eles, vai voltar a ser o tecnicamente responsável, como a esquerda faz agora. Transformaram a política em um jogo irresponsável de concorrência pelo poder. Lembremos que a irresponsabilidade não está no fato de descumprir o tecnicamente indicado, a irresponsabilidade esta no fato de terem abandonado a política democrática transformando-a em um jogo por poder à direita ou em uma negativa de exercício de poder político à esquerda. Quanto aos que se auto proclamam radicais de esquerda se aliando a direita na comemoração do novo salário mínimo, estes parecem que estão continuando a ajudar na legitimação de algo que eles querem combater: a democracia burguesa, pois bem sabem que jamais vão alcançar o que querem através do jogo parlamentar. Lembremos as palavras do filósofo esloveno Salavoj Zizek em dois momentos: "Na vida diária fingimos desejar coisas que não desejamos, e assim, ao final o pior que nos pode acontecer é conseguir o que ‘oficialmente’ desejamos." Citando parte da esquerda européia que joga um jogo no qual não acredita afirma e insiste em meros discursos inflamados mas inconsistentes: "é claro que sabem (que seu discurso é inviável ou inconsistente) mas contam com o fato de que suas exigências não serão atentidas – e assim eles continuam hipocritamente a manter limpa sua consciência radical sem perder sua posição privilegiada."


Slavoj Zizek, um dos importantes interlocutores sobre o debate do pensamento político da esquerda contemporânea, nos lembra que não devemos embarcar no convite da direita conservadora que nos diz que devemos simplesmente escolher um dos dois lados na guerra contra o terrorismo. Existem vários lados e o mundo é extremamente mais complexo do que o maniqueismo simplificador do pensamento fundamentalista conservador. Segundo Zizek, "quando as escolhas são muito claras a ideologia se encontra em seu estado mais puro e as verdadeiras alternativas se tornam obscuras." A democracia liberal não é a alternativa ao fundamentalismo. Não devemos abandonar a busca por uma sociedade onde outros valores que não o consumo, o dinheiro, o materialismo e a concorrência sejam preponderantes. A busca da utopia nos faz realizar coisas aparentemente impossíveis, principalmente quando o que se deve transformar somos nós mesmos.

É proibido fumar



Ih, vai demorar...

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 4)

Está estranho. Está muito estranho. O Márcio Lacerda não quer aparecer nos debates. Como é que pode haver diálogo entre as propostas dos candidatos se eles não aparecem?

Acho que é porque ele poderá se exaltar - como se exaltou com a Jô, quando esta perguntou, sobre a empresa Construtel (de propriedade de Lacerda) se a "fábrica" devia impostos à prefeitura. Ah, pra quê! O candidato da "Aliança" saiu do salto, perdendo a pose de executivo equilibrado.


Pois bem. E, a cada dia que passa, percebo que esse "camagada" não entende lhufas da cidade. Por quê?

Eu ouvi hoje de manhã o Horário Eleitoral - sim, eu escuto. E o primeiro programa foi o do Márcio. Enquanto tomava café, ouvia aquela ladainha de sempre. Até o momento no qual ele disse que vai criar um tal de "Corta-Caminho". Uma espécie de via de atalho entre duas avenidas grandes.

No programa, Lacerda diz que o plano dele é unir Cristiano Machado com Andradas, sem ter que passar pelo Centro. Subentende-se que, hoje, para você fazer esse caminho, você tem que ir obrigatoriamente para o Centro. Acorda, Zona Leste! A Av. Silviano Brandão tá lá fazendo o quê? Servindo de enfeite???


Ideologias





Patinhas ou Metralha?

Do blog do Massote:


Agora falta saber quem são os Irmãos Metralha nessa história...

"com lula tudo bem..."


O blog constantemente relata a falta de escrúpulos de certos políticos. Esses utilizam-se do poder de persuasão de seus marqueteiros para criar imagens politicamente favoráveis. Se apoiar Judas e criticar Jesus é popularmente bem visto, os políticos aderem à medida sem quaisquer constrangimentos. Caso contrário, mudam de opinião. Não importa mais a ideologia política.


Um bom exemplo dessa falta de coerência é a atual campanha do Geraldo Alckmin para a Prefeitura de São Paulo. A fim de ganhar o eleitor anti-petista e não perder os lulistas, Alckmin colocou um jovem negro (tinha que ser negro) em seu programa político afirmando: “Com Lula tudo bem, o problema é o PT”. Tal método não é novo na campanha do tucano. Para se mostrar como uma pessoa próxima das camadas populares nas eleições de 2006, ele ser era chamado de Geraldo nas propagandas e aparecia constantemente em público fazendo coisas considerados como da população carente. Comer buchada de bode no nordeste foi uma delas.


O mesmo Alckmin que criticava o Lula por sua falta de preparo para a presidência da República em 2006, agora afirma que ele merece crédito. Será que a sua opinião mudou tão rápido em dois anos? Ele se referia muito à falta de estudos do petista e à falta de competência para gerir assuntos internacionais.


Com 64% de aprovação, o governo Lula a cada dia perde oposição. Não se preocupam mais em criticar o governo, uma vez que tal ação pode atrapalhar a imagem do político que a praticar. Estão se voltando contra o PT e desassociando a imagem do partido com a do presidente. Já não vêem mais o presidente como forte ameaça, uma vez que não vai mais poder se candidatar e se mostrou flexível a alianças eticamente suspeitas.


Fazendo uma análise da pesquisa Data Folha para Prefeitura de São Paulo podemos perceber porque o candidato tucano está agindo dessa maneira. A intenção do político é ganhar votos da Suplicy nas regiões mais carentes da cidade e tirar votos do candidato do Kassab, que, provavelmente, são votos anti-petistas.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 3)

Trago a todos e todas que nos acompanham um texto postado no blog do Caio César. A reflexão que ele faz a seguir é bem pertinente com o que defendemos aqui neste diário. Posto alguns excertos. O texto na íntegra pode ser lido neste link.


Eleições Municipais em BH 2008

Estamos a algumas semanas do pleito municipal e o cenário que se desenha é preocupante: um candidato que ninguém conhece está liderando as pesquisas, graças - numa análise bem simplista - a duas coisas: 1) Este candidato tem muito mais tempo na TV e no rádio do que seus oponentes; 2) O candidato recebe o apoio do atual prefeito (que é do PT) e do atual governador (que é do PSDB), numa anomalia que nenhuma liderança nacional dos dois partidos aprovou. Isso só acontece em BH.

Sobre a questão do tempo no rádio, não cabe muito comentário, pois é a lei. E lei se cumpre, mesmo que nosso presidente fale o contrário.

Agora, sobre a questão do apoio e do que parece estar acontecendo com a cidade, não posso deixar de me manifestar para, num esforço quase inútil, tentar evitar que se repita em BH o que aconteceu no Brasil em 1989. Na ocasião, foi eleito um camarada que ninguém conhecia e que foi pintado como a salvação. A realidade e as conseqüências, todos sabemos, foram bem distintas do que as boas intenções dos eleitores imaginavam. Por isso, peço a todos que reflitam um pouco sobre isso antes de votar e tentem fazer esta reflexão propagar para que não fiquemos presos por oito anos a uma situação de desconforto.

Vamos prestar atenção, então, em algumas coisas sobre o Márcio Lacerda:


1. A frase que ilustra este post foi destacada na revista Época da semana passada [29 de agosto de 2008]. O Patrus, todos os belo-horizontinos conhecem e respeitam, mesmo que não sejam partidários do PT (eu não sou). O Patrus é, para BH uma referência - apesar de ter subido em palanque no ano de 2006 ao lado de Newton Cardoso (como bem me lembrou a Cristina por e-mail - obrigado!). Se ele fala uma coisa dessas sobre o candidato, certamente, temos que observar e anotar.

Pense bem. O Márcio Lacerda é descrito como alguém que se envolve há um bom tempo com as questões de interesse da coletividade. Entretanto, ninguém o conhecia em BH (estranho, né?); tanto que seus primeiros programas na TV e no rádio foram dedicados a apresentá-lo. Algo que se fez muito mais necessário com ele do que com o Gustavo Valadares e o Leonardo Quintão - seus adversários - por exemplo. Com estes, esta apresentação foi mais curta pois a população já os conhecia (peguei estes dois como exemplo pois o Sergio Miranda e a Jô Morais todos já conhecem de longa data).

Então, gente. Se o Márcio Lacerda é o arauto da luta pela liberdade como clamam Pimentel e Aécio, por qual motivo ninguém o conhecia até hoje? Por que ele nunca apareceu? Suspeitem disso!


2. O Márcio Lacerda engorda a lista de gente que se beneficiou com o mensalão (procure o número 39 da lista). Isso não pode passar batido! Por mais que ele “tenha sido inocentado” após investigação, vamos nos lembrar da indignação da população com relação a apuração destes fatos! Todos sabemos que houve marmelada e tudo acabou em pizza. Agora este cara, que fez parte de um dos maiores escândalos do país está prestes a ser eleito. Gente do céu. Pensem nisso! Queremos um mensaleiro como prefeito de BH? Mesmo?

Mais uma vez peço a todos que reflitam um pouco: Ele não foi acusado injustamente. Há alguém naquela lista por acaso? Onde há fumaça, há fogo. Uma das estratégias usadas em sua campanha para a prefeitura é falar da trajetória pública no ministério da integração nacional (então pasta do Ciro Gomes) e na secretaria estadual de desenvolvimento econômico do governo Aécio Neves. Pois bem, basta procurar um pouco para ver que ele foi um dos principais doadores da campanha de Ciro para a presidência em 2002. Em 2003 ele foi chamado pelo então ministro Ciro para um cargo bem importante. Coincidência? Claro que não!

Ele foi desligado do ministério em função do escândalo do mensalão. Mas isso ninguém comenta. Depois do desligamento, assumiu a secretaria de desenvolvimento econômico do estado, atendendo chamado do governador Aécio, que já planejava montar um cenário favorável para a prefeitura de BH e precisava de um nome. Márcio se encaixou no perfil como uma luva. Todo cuidado é pouco.


3. Por último, dedico-me a explicar o motivo pelo qual sempre me refiro a um futuro de oito anos de sofrimento em BH se a cidade escolher o Márcio Lacerda como seu prefeito. Embora o mandato seja de quatro anos, se ele for o escolhido, a cidade estará fadada a sofrer por dois mandatos. Explico: a campanha do candidato tem usado como um de seus pilares de sustentação as obras do governo e da prefeitura, sob o argumento de que “se ele não for eleito, isso não vai continuar”. Bem, devo confessar que isso me deixa especialmente chateado. Em primeiro lugar por tratar o eleitor como imbecil (as pesquisas parecem mostrar que eles são mesmo): será que todos os outros candidatos interromperão as obras? Será que o diálogo entre a prefeitura e o governo acabará se o prefeito não for o Márcio? Será mesmo? É lógico que não! Acordem!

Antes de elogiar este candidato, percebam que no último ano, a prefeitura realizou obras de recapeamento de vias na av. Amazonas e Pedro II e vem arrastando as obras da duplicação da Av. Antônio Carlos numa lentidão que só quem passa por lá todo dia sabe. Qual o motivo disso? Bem, parece claro que é mostrar para todo mundo na cidade que a prefeitura trabalha (no Brasil, infelizmente, trabalho do poder público é confundido com obras)…

Outra obra grandiosa que é associada ao Márcio Lacerda é a Linha Verde. Bem, em primeiro lugar, tente achar o cronograma da obra. Eu não consegui. O máximo que pude chegar perto foi este depoimento (que replico aqui - em tempos de censura em Minas (mais), sabe-se lá onde isso vai parar, né?) que relata que a obra estaria pronta em 2006/2007. Já é 2008, pessoal. E a linha verde nunca amadurece.

Enquanto isso, as pessoas sofrem no trânsito diariamente enquanto o canteiro de obras é mostrado amplamente na campanha do Márcio Lacerda. Aí eu pergunto: se estas obras citadas, somadas à “reorganização” do complexo de viadutos da Lagoinha não são eleitoreiras, o que é?
E mais: se isso é prática agora, para eleger um desconhecido mensaleiro, o que este mensaleiro não fará quando for a sua vez de se reeleger? Por isso temo pelos próximos oito anos em BH.

(...)

Mas antes de decidir por anular seu voto, conheça os candidatos (os que eu encontrei site foram referenciados em seus sites de campanha; os outros foram referenciados em seus perfis no site do Uai):
  1. Jô Morais
  2. Sergio Miranda
  3. Leonardo Quintão
  4. Jorge Periquito
  5. Gustavo Valadares
  6. Vanessa Portugal
  7. Pedro Paulo
  8. André Alves
  9. Márcio Lacerda (este clonou seu site do Barack Obama. Nem pra fazer um site honesto ele presta)

Adicionalmente, recomendo a todos acompanhar os portais Transparência Brasil e Excelências (afinal, vários dos candidatos são deputados) e também as informações do TSE a respeito dos candidatos.

Por fim, nunca é demais reforçar: Informe-se! Não faça besteira com seu voto!

Enquanto isso, na Bolívia...

Acabei de ler a notícia de que a oposição boliviana finalmente pôs fim aos bloqueios de estradas que deixaram incomunicáveis por semanas os cinco departamentos mais rebeldes da Bolívia: Pando, Beni, Chuquisaca, Tarija e Santa Cruz. Agora, o governo deverá ceder e cumprir algumas exigências dos líder oposicionistas (como a restituição do imposto do gás que havia sido desviado para o aumento da pensão para idosos) para recolocar a situação de volta ao eixo.

Fui à Bolívia há poucos meses, e o que vi foi um país extremamente dividido, econômica, politica e socialmente. Tudo meio que gira em torno da altitude: nas terras altas do oeste no chamado altiplano boliviano, a maioria da população é descendente de índios pré-colombianos andinos e as línguas quechua e aymará (falada com fluência pelo presidente Evo Morales) ainda são largamente utilizadas nesta que é a parte mais pobre da Bolívia. Fazem parte dessa região várias cidades politicamente importantes do país, como La Paz, Cochabamba e Oruro.

Já na outra metade ocidental, que corresponde às terras baixas da Amazônia, Pantanal e do Chaco, a população se assemelha mais com os brasileiros do que com os bolivianos das terras altas. A migração européia para essa parte foi muito maior, e graças aos solos férteis das planícies os grandes latifúndios altamente produtivos são responsáveis (junto com a exportação do gás natural, que é abundante nessas áreas) pelo maior desenvolvimento econômico da região. A cidade de Santa Cruz de La Sierra é de longe a mais importante desse grupo.

Sabendo disso, fica fácil entender essa eterna inimizade entre La Paz e Santa Cruz, que tomou destaque internacional em junho passado após a realização do peblicisto pela autonomia departamental organizado pelos governadores da oposição nos departamentos do leste e não reconhecido pelo governo federal. A motivação do movimento foi simples: os departamentos mais ricos queriam que os impostos vindos da exportação do gás sejam investidos lá mesmo, enquanto Evo destina a maior parte dos recursos para o altiplano, parte mais populosa e pobre do país.

Mas talvez o buraco ainda esteja mais embaixo. Durante minha viagem, enquanto fotografava o Clube Social de Santa Cruz de La Sierra na Praça 24 de Setembro, fui abordado por um simpático senhor chamado Miguel. Ele me disse ser sócio do clube há longa data, e me convidou para conhecer a área interna do edifício. Fui, e começamos a conversar sobre a autonomia. Quase meia hora depois, saí de lá completamente convencido que o xis da questão não imposto, dinheiro, taxa ou nada do tipo. É racismo, puro.

"Nós aqui somos muito diferente daqueles kollas", me explicou pacientemente o velhinho. "Nós somos felizes, gostamos de fazer festa, como os brasileiros. Eles são pão-duros, não sabem viver bem e são preguiçosos. São uma raça maldita", disse, e enumerou por mais alguns minutos todas as diferenças físicas, mentais e psicológicas entre essas duas supostas sub-espécies do gênero humano. Mas a conclusão final ficou para um outro senhor do Clube Social, que se animou com a conversa e, pensando que eu era gringo, se aproximou e começou a gritar, gesticulando como se segurasse um revólver imaginário: "They're a fucking race! A fucking race!".

Eu, claro, fiquei chocado, e ainda estou um pouco. Me pergunto o que a humanidade aprendeu depois de Hitler, do apartheid e da guerra dos Balcãs, mas me apavora ainda mais imaginar o que será de um país como a Bolívia, extremamente pobre, envolto em conflitos civis e dividido ao meio pela mesquinhez irracional do racismo.

Nessas horas e com o pré-sal bombando, todo aquele bafafá da Petrobrás-Bolívia parece briga de Davi e Golias, não é?


Señor Miguel: "São uma raça maldita"

Heavy metal do senhor



Heavy Metal do Senhor - Zeca Baleiro

O cara mais underground
Que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover
Das canções celestiais
Com sua banda formada
Só por anjos decaídos
A platéia pega fogo
Quando rolam os festivais...

Enquanto isso Deus brinca
De gangorra no playground
Do céu com santos
Que já foram homens de pecado
De repente os santos falam
"Toca Deus um som maneiro"
E Deus fala
"Agüenta vou rolar
Um som pesado"

(...)


"Uma igreja no subúrbio de Bogotá, na Colômbia, está atraindo fiéis unindo religião com heavy metal. A igreja se chama Pantokrator, que significa "todo poderoso" em grego. Veja o vídeo.

As missas, que são realizadas duas vezes por semana, começam de maneira tradicional, com a comunhão com pão e vinho. Mas terminam com um show da banda de heavy metal da igreja, que toca músicas com letras bíblicas.

Apesar de seguir ritos tradicionais, a Pantokrator não é reconhecida pela Igreja Pentecostal, a qual diz ser filiada."

(fonte: FSP)


Vale a pena assistir.

Aula de Direito. zzzzzzzzzzzzzzzzz


Sexta Feira, 7:40. Aula de Direito das Obrigações.

O Mundo está acabando e eu na aula de Direito das Obrigações fazendo um esforço tremendo para entender o significado da palavra plúrima. Enquanto milhares de pessoas morrem de AIDS na África, outras praticam trabalho escravo na China ou no Brasil, e muitas são discriminadas nos EUA, estou tentando entender o significado da palavra plúrima.

Plúrina?! Qual o valor dessa palavra? Qual é o sentido de entender o Direito das Obrigações, já que o Direito só atende a uma classe socialmente privilegiada, que, mesmo sem perceber (ou percebendo), esmaga as classes mais pobres, explora de quem nada tem para satisfazer seus caprichos, seus desejos incessantes por consumir. Conseguem, por meio da alienação do trabalho, alimentar uma sociedade individualista, com pessoas egoístas, capazes de fazer o mal com o intuito apenas de alimentar o próprio ego.

Para que perder tanto tempo estudando o Direito, já que o Direito à diferença só existe nos livros? Negros são diariamente discriminados por nossos olhos sedentos por afirmação, por violência. As mulheres são tratadas como objetos, da mesma forma em que se dão as relações entre pessoas em nossa sociedade descartável. Os Judeus, os mesmo que foram massacrados em campos de concentração nazistas, agora humilham Palestinos em suas próprias casas, ignorando a humanidade desse povo sofrido.

Possuímos uma Constituição que se diz democrática, que preza por Direitos Fundamentais. Contudo, dentro desses Direitos possui o de Propriedade, que é um dos responsáveis pelas grandes desigualdades em nosso país. Temos uma Constituição que é dita como do povo, mas que, tampouco, pode ser modificada ou substituída por esse mesmo povo.

Devemos esperar por mudanças? O que a sociedade melhor nos impõe é a espera. A espera pelo vestibular, pelo primeiro emprego, pelo primeiro salário digno, pelo casamento, pelo primeiro filho, pela aposentadoria, pela morte. Será que vale a pena? Estamos no mundo apenas para satisfazer nossos desejos egoístas? Ainda não descobri a resposta. A única certeza que tenho é que a aula acabou e ainda não descobri o significado da palavra plúrima.

Cheiro estranho



Não entendeu? Clique aqui e depois aqui.

Justiça Eleitoral proíbe uso de efeitos gráficos na propaganda de Marta e do Kassab


A justiça Eleitoral proibiu a candidata Marta Suplicy e o Gilberto Kassab a utilizarem efeitos de computação gráfica em suas propagandas políticas. Ambas as campanhas acataram a decisão judicial e não vão recorrer ao TER-SP. As leis eleitorais proíbem “a utilização em inserções de computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais.”(Folha)

É lamentável o fato de nossas eleições estarem seguindo o exemplo da “democracia” americana. Lá, como aqui, os marqueteiros possuem mais importância do que os próprios políticos. O mais relevante não é ser honesto, ter coerência e ideologia políticas ou ter um histórico de luta pelo bem-estar social. É de grande valia se ter uma imagem que agrade ao imaginário do eleitor. Procuram-se candidatos que pareçam inteligentes, possuam boa aparência (sinônimo de ser branco e bem vestido), tenham boa retórica e carisma. A nosso presidente só conseguiu se eleger quando começou a agir como um homem comedido, elegante, convincente. Ele conseguiu criar uma imagem de mártir, um herói inabalável, incorruptível.


O que se vê nas eleições são propagandas carregadas de músicas, efeitos especiais, qualidade de imagem e emoções fortes. Eu quase choro quando vejo o quão é bonita a amizade entre o Aécio, Pimentel e o Lacerda (que é chamado de Márcio). O que mais me chateia é o fato de o programa Chaves ter mudado de horário. Não consigo mais assisti-lo. Aguardo ansiosamente pelo fim dessas eleições.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 2)

Eu podia tá matando, eu podia tá estuprando, eu podia tá latrocinando, mas eu estou escrevendo. E eu vou pedir cinco minutos da sua atenção.

Como todos sabem, a "Aliança por BH", chapa do Márcio Lacerda, está sendo deveras questionada. Não pela grande imprensa, que está completamente alinhada ao governador Aécio Neves por força de censura remunerada. Mas por nós, cidadãos/internautas, que não sabem de onde vem esse cara - e o pior, ninguém sabe para onde vai.

Bom, saber para onde vai, acho que dá pra saber. Pelo menos depois de ler o texto abaixo, publicado no Vermelho. O texto não é pequeno, mas vale lê-lo. Qualquer semelhança não é mera coincidência.



BH: candidatura de Lacerda faz lembrar dobradinha Maluf-Pitta

A disputa eleitoral pela prefeitura de Belo Horizonte vive uma situação em que um político desconhecido, sacado dos escaninhos da burocracia administrativa, lidera a corrida eleitoral graças ao apoio ostensivo de seus poderosos padrinhos políticos. Esta situação não é uma novidade no histórico das recentes eleições municipais. Em 1996, na capital paulista, um personagem semelhante disputou e ganhou a eleição graças ao apadrinhamento político e uma campanha milionária. O personagem era Celso Pitta e o padrinho político Paulo Maluf. O resultado deste arranjo foi trágico para os paulistanos e Pitta ficou marcado como um dos piores prefeitos que São Paulo já teve.

por Cláudio Gonzalez


O ano de 1996 vai ficar registrado na história das eleições municipais como o ano em que o marketing político conseguiu realmente ''eleger um poste''. O ''poste'', no caso, era o economista carioca Celso Pitta, então secretário de finanças da prefeitura de São Paulo, comandada por Paulo Maluf. Na época, Maluf gozava de grande popularidade. Graças a um ostensivo --e descobriu-se depois, oneroso e cercado de ilegalidades-- programa de grandes obras, seu governo era avaliado com um ótimo índice de aprovação entre mais de 50% dos paulistanos. Mas a reeleição não era permitida e Maluf não poderia ser candidato novamente.

Eis então que surge da cartola do marqueteiro Duda Mendonça a proposta de lançar o desconhecido Celso Pitta como candidato a prefeito pelo PPB (atual PP) --partido de Maluf-- em coligação com o PFL (atual DEM).

Celso Roberto Pitta do Nascimento, na época com 50 anos, era apenas mais um integrante do secretariado de Maluf. Por ser negro e economista com mestrado na universidade de Leeds (Inglaterra) e na de Harvard (EUA), ele concentrava o perfil do homem que ''estudou e venceu na vida''. Era o perfil que Duda Mendonça acreditava ser o ideal para dar continuidade à gestão de Maluf. A crença no cacife político do malufismo e no poder do marketing era tão grande que Duda Mendonça chegou a dizer que conseguiria ''eleger um poste'' e Maluf, por sua vez, botou tanta fé na estratégia que arriscou-se a ir para a TV e dizer: ''votem no Pitta, e se ele não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim''.

Assim como está ocorrendo atualmente em Belo Horizonte com a candidatura de Márcio Lacerda, Pitta também viu sua campanha deslanchar com o início da campanha eleitoral no rádio e na TV. Admiravelmente, com menos de quinze dias de veiculação das propagandas dos candidatos, conforme mostra a pesquisa realizada em 14 de agosto de 1996, Pitta já conquistava a liderança das intenções de voto com 28,6%, deixando para trás a ex-prefeita Luiza Erundina e o ex-prefeito Francisco Rossi, que haviam saído na frente da corrida, cada um angariando quase um terço das preferências dos eleitores.

O próprio Duda Mendonça reconhece que a eleição de Pitta foi possível, entre outros fatores, pelo fato do PT ter caído na armadilha de tentar atacar Pitta dizendo que ele era igual ao Maluf. Segundo Duda Mendonça, as pesquisas qualitativas mostravam que era justamente isso que o eleitorado buscava, um ''novo Maluf''. Assim, o PT acabou ajudando a reforçar a campanha de Pitta que, no segundo turno, venceu a eleição com 62,3% dos votos contra 37,7% da petista Luiza Erundina.

Mas a frase de Maluf sobre Pitta acabou sendo usada contra o próprio Maluf em todas as eleições seguintes que disputou. Motivo: Pitta não foi um bom prefeito. Pelo contrário: sua gestão ficou marcada como uma das piores administrações que São Paulo já teve.

O economista formado em Harvard revelou-se um péssimo administrador. Sua principal promessa de campanha, o Fura Fila (uma espécie de trem de superfície) só foi parcialmente finalizado dez anos depois, ao custo total de 1,2 bilhão de reais. Do ''fazedor de obras'' Paulo Maluf, Pitta herdou apenas a prática de mau uso do dinheiro público.

A administração Pitta foi cercada de denúncias de corrupção, entre elas a de que uma máfia de fiscais atuava na prefeitura com a cumplicidade do prefeito e da base governista de vereadores na Câmara Municipal. O escândalo acabou custando o mandato de Pitta, que foi afastado da prefeitura por ordem judicial. Depois Pitta entrou com recurso e recuperou o mandato. Ao terminar seu mandato, o ex-prefeito era réu em treze ações civis públicas, acusando-o de ilegalidades. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais, equivalente a quase metade do orçamento do município na época. A dívida paulistana passou na sua gestão de 8,6 bilhões de reais em 1997 para 18,1 bilhões de reais. Sua popularidade foi a mais baixa já registrada por institutos de pesquisa: 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima no fim de 2000. Tendo se candidatado a deputado federal nas eleições de 2002 e nas de 2006, não foi eleito.

Recentemente, Pitta voltou à berlinda após ser preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal, junto com o banqueiro Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas, sob a a cusação de participar de uma quadrilha que cometia crimes contra o sistema financeiro.


Lacerda: o mais rico
O leitor deve estar se perguntando: o que Márcio Lacerda tem a ver com isso? Como disse Marx, a história pode se repetir duas vezes: na primeira vez em forma de tragédia e na segunda como farsa.

A candidatura de Márcio Lacerda guarda muitas semelhanças com a de Pitta. Além de contar com uma campanha milionária, com os mais modernos truques do marketing eleitoral, Lacerda também foi ungido candidato por padrinhos políticos. Só que desta vez, não foi apenas o prefeito de plantão (o petista Fernando Pimentel) quem deu aval para a candidatura, mas também o governador tucano Aécio Neves. Pimentel e Aécio trocaram juras de apoio para 2010 em troca do certame. Assim como Maluf fez em 1996, Aécio também sacou de sua lista de secretários um nome para ser o candidato da continuidade. O empresário Márcio Lacerda foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais.

Assim como Pitta, Lacerda carrega o perfil do homem que ''venceu na vida''. Tanto que hoje, com um patrimônio declarado de R$ 55 milhões, é o candidato mais rico a disputar a prefeitura de uma capital. Depois dele, vem Maluf com um patrimônio de R$ 39 milhões.

Curiosamente, Lacerda, assim como Maluf, começou a fazer fortuna durante o regime militar. O mesmo regime que Lacerda diz ter combatido. Aliás, esta é justamente a bandeira que Lacerda tem erguido para se apresentar ao eleitorado mais resistente à influência dos padrinhos políticos. Enquanto Pitta brandia a condição de ser um candidato negro para conquistar o voto dos eleitores mais progressistas, Lacerda acena com seu passado de militante de esquerda.

Mas mesmo esta trajetória tem sido questionada. Matéria recente da Folha de S. Paulo diz que ''a vida empresarial de Lacerda é marcada pelo regime militar (1964-1985): inicialmente uma vítima da ditadura, depois passou a receber ajuda dos militares e, em 1973, se tornou empresário do ramo de telecomunicações com a colaboração de oficiais ligados ao Exército''.

Questionamentos surgem também em relação ao comportamento ético de Lacerda. Uma das denúncias dá conta de que o patrimônio de Márcio Lacerda aumentou, e muito, quando era dono das empresas de telecomunicações Batik e Construtel, nos anos 80 e 90.

Lacerda tinha como importante contato o diretor da Telemig na época, Roberto Lamoglia. Em 1998, a Construtel chegou a faturar 255 milhões de dólares! Após a privatização das companhias telefônicas, ambas Construtel e Batik sofreram queda vertiginosa no faturamento. A Batik foi vendida e a Construtel desativada. O site “novojornal” apresentou documentos que comprovavam o superfaturamento de Lacerda no fornecimento de serviços por parte de suas empresas às estatais Telemig e Telebrás. O ''lucro'' era dividido com Roberto Lamoglia, diretor das estatais.

Em 2005, quando era secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, ele apareceu na célebre lista do publicitário Marcos Valério, de sacadores de dinheiro do ''mensalão'', e teve de se demitir por isso.

A imprensa mineira tem praticamente ignorado as denúncias e o passado de Lacerda. Apresenta-o apenas como um empresário bem sucedido, o afilhado político de Aécio e Pimentel e o novo ''fenômeno'' da política mineira. Também dão como certa sua vitória no primeiro turno das eleições. Resta saber se, neste caso, a ''profecia'' de Marx sobre a repetição da história irá se concretizar.

Por via das dúvidas, os eleitores de Belo Horizonte têm nas mãos, literalmente, o poder do voto e, portanto, o poder de impedir que Belo Horizonte passe por uma experiência tão danosa quanto a que São Paulo experimentou com a eleição de Celso Pitta.